quarta-feira, 30 de abril de 2008

Quanto a mim, sou pobre e necessitado, mas o Senhor preocupa-se comigo.
Sl 40:17a

Um bom feriado


Aproveite o feriado e leia esses posts de outros blogs. São muito bons. Dê uma olhada nos blogs inteiros e seja edificado, entretido, motivado, etc.
Não dirija. Leia sobre a censura aos anúncios de bebidas na televisão. Uma comparação, feita por uma fumante, com o cigarro. Eu não conheço o blog mas gostei do texto.
Menos Igreja e Mais "Happy Hour". Marco, meu chará, escreve sobre a espiritualidade surgindo em encontros informais e ocasionais.

Disciplinas espirituais. Daniel indica áudios com boas mensagens sobre as disciplinas espirituais.

Você acredita em seu amor? Daniel, de novo, postando sobre o amor de Deus com citações de Brennan Manning.

Você o conhece? Continuando com o dLIVEr, o primeiro blog que eu li. Um post que nos lembra de quem estamos falando, com quem vivemos, em quem vivemos. Facetas do caráter de Deus são muitas, todas maravilhosas.

Mais pensamentos sobre a Igreja. Sandro Baggio escreve sobre a Igreja e o compromisso de Deus com as pessoas, não instituições.

Para que o Nerd também entenda. Texto muito criativo do Wilson Tonioli. Não conheço esse blog também. Mas me surpreendi com essa narração.

A voz do amor eterno. Vítor cita Henri Nouwen e a voz do amor de Deus. Leia mais desse blog. Atenção para a frase de Mandela no título.

Entra na nova terra e Desce ao lugar do sofrimento são citações muito boas também de Henri Nouwen, feitas pelo Paulo. Vale a pena ler.

Isso não é tudo o que eu leio e gosto. Logo virão mais links por aqui. Gostei de postar isso e tenho que indicar ainda outros blogs bons. Eles têm me feito bem.

Fica aí umas leituras para o feriado. Dicas de blogs para quem visitar o meu.

Grande abraço!

domingo, 27 de abril de 2008

sábado, 26 de abril de 2008

Tempo que foge!


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de “confrontação”, onde “tiramos fatos à limpo”. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada: - Gosto, e ponto final! Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a “última hora”; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

Ricardo Godim, recebi por e-mail, pesquisei e encontrei esse texto.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O amor sempre encontra um jeito.
A indiferença sempre arruma uma desculpa.
Autor anônimo

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reino à mão

"Pode ser que tenhamos pressionado as pessoas a serem boas ou moralmente firmes, corretas ou ortodoxas para que evitassem o inferno após a morte, mas não as inspiramos com a possibilidade de se tornarem lindas e de frutificarem a fim de que a terra fosse curada nesta vida. Podemos tê-las instruído a como ser um bom batista, presbiteriano, católico ou metodista aos domingos, mas não as treinamos, desafiamos ou inspiramos a viver o Reino de Deus em seus empregos, na sua vizinhança, em suas famílias, escolas, clubes ou associações entre um domingo e outro.
Pode ser que tenhamos tentado fazer com que se 'comportassem' - sendo cidadãos tranqüilos de seus reinos terrenos e consumidores ativos com suas economias terrenas - mas não os estimulamos e inspiramos a investir e sacrificar seu tempo, sua inteligência, seu dinheiro e sua energia na causa revolucionária do Reino de Deus. Não, muitas vezes Karl Marx é que estava certo: usamos a religião como uma droga, de modo que pudéssemos suportar as terríveis condições de um mundo que não é o Reino de Deus. A religião se tornou nosso calmante para que não ficássemos tão indignados com a injustiça. Nossa religiosidade, portanto, nos ajudou, e favoreceu os que estavam no poder e que não queriam mais nada além de conservar e preservar a posição injusta que lhes era tão lucrativa e confortável.
O que aconteceria - fico imaginando sentado ao contemplar os magníficos vitrais de uma das catedrais de Praga, Viena, Londres ou Florença - se provássemos novamente as boas notícias de Jesus - não como um calmante, mas como um vibrante, potente e novo vinho que nos enchesse de gozo e de esperança de que um mundo melhor é possível? E se, inebriados por esse novo vinho, lançássemos fora nossa inibição e de fato começássemos a agir como se realmente o Reino escondido, porém real, de Deus estivesse próximo, à mão?"
A mensagem secreta de Jesus, Brian McLaren

para Lila

Jesus: centro


Brennan Manning escreveu

"Jesus não é apenas o centro do evangelho, mas é todo o evangelho. Os quatro evangelistas nunca se concentram em outra personalidade. Personagens marginais permanecem na periferia, e não se permite a mais ninguém tomar o centro do palco. Vários indivíduos são apresentados somente para interrogar, responder ou reagir a Jesus. Nicodemos, a mulher samaritana, Pedro, Tomé, Caifás, Pilatos e muitos outros são secundários em relação à pessoa de Jesus.

E é assim que deve ser, poi o Novo Testamento é uma visão da salvação. Quando baixar a última cortina, Jesus eclipsará todas as pessoas famosas, formosas e poderosas que já viveram. Cada homem e cada mulher serão considerados conforme sua resposta a Jesus."

e reforçou

"Num dia e hora exatos, conhecidos somente pelo Pai (Mt 24:36), Jesus Cristo, o Rei da glória, ofuscará o brilho de todas as pessoas formosas, famosas e poderosas que já viveram. Cada homem, cada mulher que alguma vez respirou será avaliado e medido somente em termos de sua relação com o carpinteiro de Nazaré."

Gostei.

Convite à loucura.

domingo, 20 de abril de 2008

Os trabalhadores são poucos

Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças. Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor. Então disse aos seus discípulos: "A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita". (Mt 9:35-38)

"É verdade que muitos estão orando por um reavivamento mundial. Mas seria mais apropriado para nossa época, e mais bíblico, que essas orações fossem feitas para que o Senhor da colheita levantasse e impulsionasse obreiros que pregassem, de forma destemida e fiel, as verdades que farão eclodir tal reavivamento."
A. W. Pink

Algumas citações


Você já notou como se tem orado por reavivamento e quão pouco reavivamento tem acontecido? Creio que o problema é que estamos tentando fazer com que a oração substitua a obediência, e isso simplesmente não vai funcionar. Orar pedindo reavivamento enquanto se ignora o claro preceito lançado nas Escrituras é desperdiçar um monte de palavras e não obter nada pelo nosso esforço. A oração será eficaz quando deixarnos de usá-la como uma substituta da obediência.

A. W. Tozer


Terra cheia de céu,

e todo arbusto em chamas por Deus.

Mas só aquele que enxerga

tira suas sandálias.

Os outros sentam ao redor

colhendo amoras.

E. B. Browning, poetisa inglesa

sábado, 19 de abril de 2008

Meus eventos espirituais

"Corremos para as igrejas onde a mensagem parece boa e nos sentimos energizados e enaltecidos - mas nunca desafiados ou condenados. Henri Nouwen diz: 'Não é de se surpreender que as experiências espirituais estejam crescendo rapidamente por todos os lados e se tornando artigos comerciais altamente procurados. Multidões correm para lugares e pessoas que prometem intensas experiências de comunhão, emoções catárticas de alegria e doçura e sensações libertadoras de arrebatamento e êxtase. Em nossa desesperada necessidade de plenitude e incessante busca pela experiência da intimidade divina, somos todos propensos a construir nossos próprios eventos espirituais'."
Convite à loucura, Brennan Manning

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Em Cristo ou Impostor?

"Uma mulher de 23 anos, fazendo um trabalho acadêmico na Universidade de Paris, escreveu o seguinte:
Para mim, um cristão é ou um homem que vive em Cristo ou um impostor. Vocês, cristãos, não percebem que é com relação a isto - ao testemunho quase superficial que vocês dão de Deus - que nós os julgamos. Vocês deveriam irradiar Cristo. Sua fé deveria fluir para nós como um rio de vida. Deveriam nos contaminar com seu amor por ele. É assim, então, que Deus, que era impossível, se tornaria possível para o ateu e para aqueles de nós cuja fé oscila. Não podemos evitar o choque, o transtorno e a confusão que sentimos ao ver um cristão que seja, de fato, como Cristo. E não o perdoamos quando ele não o é."
Convite à loucura, Brennan Manning

segunda-feira, 14 de abril de 2008

A Palavra e a minha trindade

"Entendendo que a Bíblia existe primordialmente para revelar a Trindade, Petterson então fala-nos de uma leitura formativa da Bíblia, aquela na qual a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo vai nos formando espiritualmente em sua imagem. Na verdade, nesta leitura formativa, nós é que somos lidos e formados pelo texto e não ao contrário, sendo a Lextio Divina o meio por excelência através do qual podemos exercitá-la. Sendo assim, nossa vida é formada por um texto além e acima de nós e não por nós mesmos.
O principal obstáculo para que tal leitura formativa aconteça está no fato de que em nossos dias há uma tendência na qual o nosso ego com suas múltiplas necessidades se torna o "texto" autoritativo a partir do qual a nossa vida é formada. É este enlevamento do Eu ao patamar divino que Petterson chama de uma Nova Trindade. Assim o Pai, o Filho e o Espírito Santo é substituído por uma trindade individual e pessoal composta pelas minhas santas vontades, santas necessidades e santos sentimentos...
Não tenhamos dúvida que esta soberania do ego expressa nas três "pessoas" (nossas vontades, necessidades e sentimentos) desta nova "santíssima" trindade, faz de nós mesmos e não da Bíblia reveladora da Trindade, o texto autoritativo pelo qual vivemos! Engana-se porém, quem pensa que neste contexto a Bíblia deixa de ser lida, ela é lida sim, mas sua mensagem é tragada pela nossa santa vontade, necessidade e sentimento, transformando-se em um subproduto de quem somos. Ao invés de sermos formados pela Trindade da Bíblia, a Bíblia é formada pela trindade do nosso Ego."
Eduardo Rosa Pedreira, no Renovaré Brasil, falando sobre um livro de Eugene Petterson.
Veja todo o artigo aqui.

Talvez seja daí que surge tanta teologia disso e daquilo. Talvez seja por isso também que o povo que está em volta de Jesus passa a ser a multidão que dificulta o conhecimento de Jesus de quem realmente deseja conhecê-lo. Esse povo que vê a palavra de Jesus segundo o seu ego faz parte uma multidão que atrapalha os Zaqueus que querem conhecer o Mestre (Lc 19), atrapalha os paralíticos em seus leitos que, às vezes, têm a felicidade de encontrar amigos que subam ao telhado por ele (Mc 2)...
A oração fica no meu coração: Senhor, eu reconheço que, muitas vezes, faço parte dessa multidão. Não me permita continuar assim. Abre os meus olhos, tira o véu que os encobre pra eu ver as maravilhas da tua lei. Quero ler a tua palavra apesar do meu ego e ao ler permitir que ela transforme o meu ser conforme o teu caráter. Destronando minhas vontades, necessidades e sentimentos. Ensina-me a desfrutar e valorizar as profundezas do que tu dizes. Quero subir na árvore para ter uma visão melhor de ti, por cima de toda a multidão. Quero entrar pelo telhado se for preciso. Se eu não puder com minhas próprias pernas, manda amigos que te conhecem melhor que eu para me conduzirem. Me ensina a subir na árvore, me ensina a carregar leitos, quebrar telhados, chegar até você. Quero que essas palavras sejam sinceras, acima de toda a minha hipocrisia.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Em seus passos o que faria Jesus?

Divulgando também a notícia de que a Editora Mundo Cristão disponibilizou a obra para download gratuito na íntegra.

Em seus passos o que faria Jesus é apontado como o nono livro mais vendido da história. Somente em inglês, suas vendas ultrapassam os 50 milhões de exemplares.
Veja o hotsite onde você poderá fazer o download.

Seu amor se insinua

Mas o "fiel Criador" não se presta a objeto de especulação. O seu amor se insinua.
A conspiração divina, Dallas Willard

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Prédicas de Santo Agostinho encontradas na Alemanha

Cristãos, apreciadores do Cristianismo ou interessados no assunto tiveram boa notícia semana passada: seis textos desconhecidos de Santo Agostinho (354-430), um dos maiores filósofos e teólogos do Cristianismo, foram encontrados nos fundos da Biblioteca Universitária e Científica de Erfurt, na Alemanha. A notícia não é muito clara se o autor do manuscrito é de fato Santo Agostinho ou um de seus discípulos, mas afirma que o autor das prédicas (que, segundo o dicionário, são “Falas em que se faz exortação moral ou religiosa; PREGAÇÃO; SERMÃO”) é de fato o Bispo de Hipona. O conteúdo dos textos ainda não foi integralmente revelado, sabe-se apenas o que a pesquisadora Isabella Schiller revelou, que uma das prédicas falado do “amor ao próximo em forma de esmola” e dois falam “das festividades dedicadas aos mártires, criticando em uma delas o costume da época de comemorar essas festas com o consumo abusivo de álcool”."

terça-feira, 8 de abril de 2008

Porque o fato é que hoje carecemos da intenção sincera e ansiosa de levar o povo de Jesus à obediência e à abundância por meio da instrução.
A conspiração divina, Dallas Willard

segunda-feira, 7 de abril de 2008

De volta à Igreja

O que acho legal é que sempre há alguém, na maioria das denominações, que tenta viver na dependência de Deus, ouvindo sua voz e buscando agradar só o seu coração, não o próprio ego.
Sei que ir à mesma "i"greja não é congregar. Mas, a melhor opção pra mim ainda é freqüentar a "i"greja. Ainda que isso só não baste, é importante pra mim. Me ajuda a conhecer e manter amizades que se desenvolvem no cotidiano. Encontro pessoas que também se questionam sobre o verdadeiro papel do povo de Deus e, juntos, podemos orar e fazer o melhor a respeito.
Acredito também que Deus fará a transformação, ou volta ao modelo que ele pensava ao falar ekklesia, nessas instituições e que isso começará por dentro delas (cada pessoa disposta a ver a Igreja de Jesus gloriosa é uma engrenagem no processo) simultaneamente à toda a movimentação de cristãos que não estão inseridos nesse contexto, os que "não congregam". Como característica dessa movimentação é importante dizer não para as "placas" e amar, conviver e trabalhar junto com pessoas que confiem em Jesus apesar do nome e dos detalhes diferentes. Estar disposto a cooperar no Reino de Deus.
Segundo Dallas Willard, duas "coisas que têm obcecado a igreja visível" são justamente a "conformidade exterior à fraseologia dos ensinamento de Jesus a respeito dos modos de agir em situações específicas; e a confissão da doutrina perfeitamente correta" pois "não proporcionam um trajeto de crescimento e aperfeiçoamento pessoal que normalmente resulte em pessoas aptas a 'ouvir e fazer'. De duas uma: ou esmagam a mente e a alma humanas, separando as pessoas de Jesus, ou então geram legalistas preconceituosos e especialista em teologia, gnte que 'com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim' (Is 29:13). O mundo certamente não precisa de mais gente assim". Concordo com ele.
Assim penso que faço parte desse retorno e, por isso, é importante (para mim, como um chamado específico) estar inserido em uma "i"greja, uma parte da grande Igreja.
A citação, pra variar, é de A conspiração divina. As idéias talvez tenham saído meio fora de ordem ou soltas. É que estou com muito sono e não costumo escrever para leitores. Ficou mais parecido com as idéias que escrevo no caderno das minhas heresias. hauHAUH
Isso aqui eu adicionei depois (dia 08/04/08 as 10:15):

Comecei esse post como um comentário a Volta o cão arrependido... do Thiago Mendanha e ele, ao comentar o meu post, criou um post também, Congregar ou não, eis a questão...

A minha intenção foi escrever sobre mim, a minha função em especial e coisas que eu tenho visto com uma perspectiva minha. hehe Talvez por isso a primeira pessoa. E reconheço os cristãos que "não congregam" (e aí eu uso esse termo não por acreditar que não congregam realmente, mas por ser assim que são conhecidos) como parte fundamental no processo da "volta à Igreja".

Discipulado no reino

Importa admitir que numerosos programas de diversas congregações e organizações maiores se anunciam como programas de discipulado. Não desejamos diminuir o bem que fazem - e é fato que fazem muito bem. Aqui tenho em mente desde a escola dominical e cursos e seminários especiais até os programas do gênero "doze passos", além de vários tipos de movimentos nacionais.
Entretanto, muito freqüentemente a ênfase recai nalgum ponto de modificação de comportamento. Isso é útil, mas não é adequado à vida humana. Não atinge a raiz do problema humano. Essa raiz é o caráter da vida interior, e é isso que enfatiza Jesus e seu chamado ao discipulado no reino.
A conspiração divina, Dallas Willard

domingo, 6 de abril de 2008

Alegria

A alegria é o nosso quinhão na comunhão com Deus. Alegria combina com confiança e criatividade. A alegria é também dele, e não se trata de uma alegriazinha qualquer, de uma "alegria" contida. É uma alegria robusta, plena de intenso júbilo. Pois nada menos que a alegria pode nos sustentar na justiça do reino que nos domina - algo de fato pesado e difícil de suportar.
A conspiração divina, Dallas Willard

Discípulos

Em suma, os discípulos ou aprendizes de Jesus, como o Novo Testamento o reconhece, são aqueles que firmemente decidiram aprender com ele a viver a sua vida, seja qual for essa vida, como o próprio Jesus o faria. E quanto mais aprendem, mais planejam agir assim - tomando as providências necessárias, progressivamente organizando e reorganizando os seus afazeres. Tudo isso, de um modo ou de outro, irá acontecer dentro dessa comunidade especial e inabalável que Jesus estabeleceu na terra. E os aprendizes, logicamente, estão, portanto, em posição ideal para aprender a fazer tudo o que Jesus ensinou. Esse é o processo previsto na Grande Comissão de Mt 28:18-20.
A conspiração divina, Dallas Willard

sexta-feira, 4 de abril de 2008

A terrena "Sociedade de Jesus"

O pressuposto do projeto de Jesus para os seus seguidores na terra era que eles viveriam como seus alunos e colaboradores. Eles o achariam tão admirável em todos os aspectos - sábio, belo, poderoso e bom - que constantemente buscariam estar na sua presença para receber dele orientação, instrução e auxílio em todas as facetas das suas vidas. Pois ele é de fato o cabeça vivo da comunidade do amor em oração em todo o tempo e espaço.

Com base nesse pressuposto, a promessa que fez ao seu povo foi que com ele estaria em todos os momentos, até que este "século" finde e o universo entre numa nova fase (Mt 28:20; Hb 13:5-6). Em termos mais gerais, as provisões que ele fez para o seu povo durante este período em que vivemos hoje são provisões feitas para aqueles que se conduzem, precisamente, como aprendizes dele na vida do reino. Qualquer um que não seja um constante aluno de Jesus, e que mesmo assim leia as grandes promessas da Bíblia como se fossem pra ele, é como aquele que tenta descontar um cheque da conta de outra pessoa. Na melhor das hipóteses, ele só consegue fazê-lo esporadicamente.

O resultado desse contínuo estudo com Jesus seria naturalmente aprender a fazer tudo o que fazemos "em nome do Senhor Jesus" (Cl 3:17); ou seja, com autorização dele ou em lugar dele: como se ele mesmo o fizesse. E logicamente isso significa aprender a "guardar todas as cousas que vos tenho ordenado" (Mt 28:20). Na sua presença a nossa vida interior se transformará, e seremos pessoas para quem o modo de agir de Jesus é o natural (e sobrenatural).

A conspiração divina, Dallas Willard

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Distrações

Para verificar onde você realmente está com o Senhor, recorde o que o entristeceu no último mês. Foi a consciência de que você não ama Jesus o suficiente? De que você não buscou a sua face em oração com a freqüência necessária? De que você não se importou com sua pessoa o bastante? Ou você ficou abatido por causa de uma falta de respeito, de uma crítica de uma figura de autoridade, ou em razão de suas finanças, da falta de amigos, de medos sobre o futuro ou pelo aumento de peso? De modo inverso, o que o alegrou no último mês? Uma reflexão sobre a sua eleição para a comunidade cristã? A alegria de dizer suavemente: "Aba, Pai"? A tarde em que você se retirou durante duas horas, levando só o evangelho como seu companheiro? Uma pequena vitória sobre o egoísmo? Ou as fontes de sua alegria foram um carro novo, uma roupa de grife, um grande evento, o sexo, um aumento salarial ou a perda de meio quilo em seu peso?

Convite à loucura, Brennan Manning

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Idéias que transformam

É claro que dá


Como pode uma idéia fazer tanta diferença. Dallas Willard fala que "o poder das meras idéias é uma questão em relação à qual os intelectuais comumente se enganam; e, intencionalmente ou não, com isso acabam também desencaminhando o público. Eles sempre se encarregam dos fatores mais poderosos da vida humana, as idéias, e acima de tudo, idéias a respeito do que é bom e correto. E o modo como eles as manipulam e vivem permeia todo o nosso mundo, em todos os seus aspectos." E "os acontecimentos do mundo e da vida das pessoas navegam sobre as águas de um mar ideológico." Deve ser por isso que eu gosto de livros. Eles tratam de idéias.
As idéias transformam. Principalmente quando elas estão fundamentadas na Verdade, Jesus. Ele mesmo disse que conheceríamos a verdade e ela nos libertaria.
Estou escrevendo porque hoje eu li um post que mexeu com as minhas idéias. Não é nada muito extraordinário mas eu gostei. Ele fala sobre a Igreja. É como uma resposta a um comentário de um leitor anônimo falando sobre as idéias do Thiago sobre ela.
Há algum tempo que eu penso em como nós estamos deixando de viver a comunidade que Jesus planejou. Queria muito poder experimentar ser parte de uma Igreja sadia, completa, em unidade, que não precisa de muita coisa, onde Jesus é suficiente. Mas não sei como vivenciar isso.
Então, desde que eu comecei a ler sobre a igreja emergente achei idéias sobre a Igreja com as quais eu concordo. Porém, hoje tive a impressão de que o que eu lia, e concordava intelectualmente, eu não vivo e nem tinha um plano de viver tão logo. Enquanto eu lia o post eu pensei que realmente dá pra ser Igreja da forma como Deus planejou e muitos cristãos têm experimentado isso. É claro que dá. Às vezes, ignoro e continuo sem nenhuma expectativa de mudança talvez por achar impossível, apesar dessas idéias serem tão bonitas. Dá pra essa Igreja sem placa, esse Jesus sem plus, ser vivido por mais gente.
Eu concordo que Deus tem operado grandes obras por meio das igrejas que não deixam de ser uma bênção. Mas eu quero mais de Deus, mais da comunidade que ele prepara para nós, da qual eu faço parte. Eu quero me comprometer com essa idéia que tem transformado minha forma de pensar.

As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja de Jesus