sexta-feira, 28 de março de 2008

Condenação


Dallas Willard fala sobre a condenação e o fato de muitas pessoas, hoje em dia, estarem tão acostumadas com o condenar o outro que não acham possível viver sem fazê-lo.

"Mas, afinal, o que é que fazemos de fato quando condenamos alguém? Ao condenar o outro, na realidade dizemos que ele é mau, extrema e até irrecuperavelmente mau - mau como um todo, e, portanto, reprovável. Aos nossos olhos, o condenado forma entre os refugos da vida humana. Não é aceitável. Nós o sentenciamos à exclusão. Certamente podemos aprender a viver bem e felizes sem fazer isso."

"Se, como muitas vezes dizem os cristãos, somos de fato "diferentes" como seguidores de Cristo, esse é um aspecto que deveria transparecer mais nitidamente em nós. Não devemos condenar, nem devemos "acolher" a condenação a nós dirigida."

"A condenação sempre implica algum grau de hipocrisia e de distanciamento daquele que condenamos."

"A condenação é a trave no nosso olho. Ele sabe que o mero fato de estarmos condenando alguém mostra que o nosso coração não tem a justiça do reino de que ele vem falando. A condenação - especialmente com os seus acompanhamentos mais comuns: a ira, o desprezo e a hipocrisia - nos deixa cegos para a realidade da outra pessoa. Não conseguimos "ver claramente" para ajudar o nosso irmão, pois nem podemos ver o nosso irmão. E jamais saberemos ajudá-lo de fato enquanto não nos transformarmos naquele tipo de pessoa que não condena. Ponto final. "Tirar a trave" não é uma questão de corrigir algo que esteja errado em nós, para então podermos condenar melhor (ou com maior eficácia) os nossos entes queridos."

A conspiração divina, Dallas Willard

2 comentários:

danieldliver disse...

Gostei da imagem que vc colocou huahua... e dá-lhe "Sermão" do monte, no sentido não condenatório!! Bom mesmo!

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado